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MaiEstiloso, mansinho e muito companheiro, ‘Drake’ é um galo pequeno popularmente conhecido como ‘garnisé’ que passou a viajar pelo Brasil como mascote de Eduardo Henrique Paiva, 26 anos, que trabalha como tratador de animais. Na 60ª Expoagro, o ‘pet’ chama a atenção de quem passa, desfilando sobre uma baia de gados de elite.
“A ‘criançada’ gosta, todo mundo. Chama a atenção e acaba divulgando o nosso gado também”, conta Paiva sobre os curiosos que aparecem para ver o galinho em meio ao rebanho de Nelore Pintado que está em uma das baias da exposição aguardando julgamento, uma análise feita por técnicos que avaliam os animais a partir de critérios como características da raça e excelência genética.
É nesse local que trabalha o ‘baieiro’, nome popular pelo qual é conhecida a profissão que Paiva exerce há seis anos. Ele é responsável pelo manejo diário dos animais na fazenda localizada em Jataí (GO), como alimentação e higiene, e também segue com os cuidados quando viaja com o rebanho para julgamento em feiras agropecuárias.
Foi em uma dessas jornadas com destino a Minas Gerais que ‘Drake’ passou a integrar a equipe. “Chegamos em Uberaba (MG), encontrei com um amigo meu que me deu ele”, disse apontando para o galo. “De lá para cá ele veio, a gente parou na Fazenda São Lourenço para dar um descanso para o gado, ele ficou lá com a gente e de Uberaba ele está aqui com ‘nós’, em Dourados”, relata.
Xodó do treinador
O galinho está há um mês com Paiva e, se depender do tratador, vai percorrer ainda muitos quilômetros pelo Brasil. “Ele é mansinho e agora, daqui para frente, vai viajar com a gente para onde a gente for”, contou ele, lembrando que o galo costuma acordá-lo ao cantar em horários inusitados.
“Ele desperta meia-noite, 5h da manhã. Ele não tem muito horário não, está desregulado igual nós, não dorme direito”, contou ele brincando, sobre a rotina de acordar por volta das 4h30 para cuidar dos animais.
Além do tratador, os colegas que acompanham Paiva nas feiras também criam laços com o mascote. O nome de ‘Drake’, inclusive, foi dado por um amigo que é conhecido pelo apelido de ‘bagaça’. O termo que frequentemente é utilizado como abreviação da palavra ‘Mandrake’, é uma gíria para se referir a jovens estilosos e cheios de autoconfiança. (Fabiane Dorta/Dourados News)















